O Sonho
«Onde estou?... Não vejo nada!... Está tudo enevoado… Luzes? … Fogo! … Pequenas fogueiras?... Casas!... Pequenas casas a arder!... Que longe que está o chão… que gritaria é esta?... pessoas?... Em miniatura?... CALEM-SE… PRECISO PENSAR… mal consigo pensar… estão a fugir… de mim?... Mas porquê?... AU! Que foi isto?... Parecem agulhas… que irritante… TENHO DE SAIR DAQUI! CALEM-SE JÁ DISSE! QUE RAIVA! DEIXEM-ME!»
Elai sentia que o raciocínio não fazia parte das suas capacidades no momento, talvez pela raiva que sentia, tinha como desejo único afastar-se daquele lugar. Arrasando dezenas de casas e chacinando um incontável número de pessoas, avançava por entre a cidade a passo de gigante, e em poucos minutos se encontrava fora desta, deixando para trás a sua raiva.
Sentindo agora uma agradável sensação de liberdade, corria pelas planícies que circundavam a cidade. Passados alguns momentos, as árvores que surgiam no seu caminho tornavam-se cada vez mais frequentes, até que entrou numa floresta. Após uma desgastante corrida, Elai deparou-se com um lago calmo que, ao reflectir a luz do sol, emanava um brilho ofuscante que lhe chamava a atenção.
Sentou-se á beira do lago a apreciar as árvores que, apesar de não se lhe apresentarem aos seus olhos de verde e castanho como era costume, mas sim de vários tons de cinzento (como tudo o resto, á excepção do fogo que observara a crepitar minutos antes e do brilho do lago), lhe despertavam a atenção pelo seu reduzido tamanho, não tinham muito mais que a sua altura, facto que, na sua opinião as tornava interessantes. Elai sabia que tudo aquilo era estranho mas não se preocupava em achar a explicação, sentia-se selvagem até mesmo irracional, nunca se sentira assim, tudo lhe parecia mágico, de repente uma árvore tinha mais valor que todo o ouro que alguma vez segurara, não tinha curiosidades nem punha em causa as leis que a natureza lhe impunha, tinha noção do mal que tinha feito ao ter tirado tantas vidas mas, não sentia quaisquer preocupações ou remorsos.
Debruçou-se sobre a água com o intuito de matar a sua sede, porém não chegou a concretizar o pretendido, pois ao observar a superfície da água deparou-se com um reflexo que não era o seu, ainda que estivesse turvo e Elai não conseguisse distinguir qualquer cor, conseguia perceber que aquela era a imagem de uma feroz besta cuja descrição, embora não a conseguisse descrever, estava sem dúvida muito longe de coincidir com a sua. Assustado, desviou o olhar para si mesmo e compreendeu que aquela era realmente a sua imagem, e que o lago não o enganara, ele era a besta, tudo tinha o seu tamanho normal, era ele que estava enorme. Ao tentar gritar apercebeu-se que os sons que emitia eram mais parecidos com um rugido, agora percebia o porquê do pânico instalado na cidade.
Enfurecido, Elai começou a destruir as árvores que contemplara momentos antes. Como é que não percebera antes? Sentia-se confuso, sem saber o que fazer. Entrou na floresta sem destino deixando um rasto de destruição á sua passagem.
Penetrou na densa vegetação e instalou-se no coração da floresta, assim como uma flecha perfura na carne para se instalar no coração humano. O lugar era negro, e as árvores mais altas que as anteriores, e com uma maior carga de folhas que poucos raios de sol podiam penetrar.
Sentia-se só e sem rumo, não sabia para onde ir ou o que fazer, fechou os olhos por um instante como que para meditar e, no momento em que os abriu, as árvores em seu redor emanavam uma estranha luz vermelha enquanto dançavam. Sentiu-se confuso por um momento mas logo se apercebeu que se tratava de fogo, a floresta estava a arder, sentiu o chão sumir-se debaixo dos seus pés, e de repente, o vazio, todo desaparecera, o fogo, a floresta, tudo.
Estava escuro e, no silêncio arrebatador do local, Elai não ouvia mais que a sua respiração ofegante, não sentia mais que o medo... transpirava... o suor passeava-lhe pelo corpo provocando-lhe incómodos arrepios... «EU QUERO MORRER, EU VOU ENLOQUECER»
«Morrerás! Mas não sem antes sofrer pelos teus crimes» uma voz calma e altiva surgira do nada, deixando Elai ainda mais apavorado, sobretudo pelas palavras proferidas.
A misteriosa voz desapareceu dando lugar ao que parecia ser um lamento de uma inteira multidão, um choro arrepiante...
«Este é o choro das tuas vítimas... de todas elas» a vós voltara «sente agora a dor do arrependimento», Elai não imaginara qual seria o “castigo” pelos seus crimes, mas nunca imaginara que fosse tão cruel... Sentia a dor do remorso, dezenas de choros e lamentos de homens, mulheres e até crianças dançavam por entre os seus ouvidos, as lágrimas corriam-lhe rosto a baixo, e a morte parecia ser a única solução.
Ao fechar os olhos sentiu as mãos de suas vítimas que o agarravam e puxavam para baixo afundando-o num fétido mar de cadáveres, porém não lutou, deixou-se ir; por entre choros e lamúrias... aceitou o seu “castigo”.
Contudo, contrariamente ao que Elai pensara, não havia morrido, sentia as mãos a soltá-lo, ouvia cada vez menos lamurias, e o cheiro a morte era substituído por uma agradável maresia .Por fim apenas uma mão lhe tocava e uma última voz doce lhe sussurrava... «acorda dorminhoco».
Elai st
Elai sentia que o raciocínio não fazia parte das suas capacidades no momento, talvez pela raiva que sentia, tinha como desejo único afastar-se daquele lugar. Arrasando dezenas de casas e chacinando um incontável número de pessoas, avançava por entre a cidade a passo de gigante, e em poucos minutos se encontrava fora desta, deixando para trás a sua raiva.
Sentindo agora uma agradável sensação de liberdade, corria pelas planícies que circundavam a cidade. Passados alguns momentos, as árvores que surgiam no seu caminho tornavam-se cada vez mais frequentes, até que entrou numa floresta. Após uma desgastante corrida, Elai deparou-se com um lago calmo que, ao reflectir a luz do sol, emanava um brilho ofuscante que lhe chamava a atenção.
Sentou-se á beira do lago a apreciar as árvores que, apesar de não se lhe apresentarem aos seus olhos de verde e castanho como era costume, mas sim de vários tons de cinzento (como tudo o resto, á excepção do fogo que observara a crepitar minutos antes e do brilho do lago), lhe despertavam a atenção pelo seu reduzido tamanho, não tinham muito mais que a sua altura, facto que, na sua opinião as tornava interessantes. Elai sabia que tudo aquilo era estranho mas não se preocupava em achar a explicação, sentia-se selvagem até mesmo irracional, nunca se sentira assim, tudo lhe parecia mágico, de repente uma árvore tinha mais valor que todo o ouro que alguma vez segurara, não tinha curiosidades nem punha em causa as leis que a natureza lhe impunha, tinha noção do mal que tinha feito ao ter tirado tantas vidas mas, não sentia quaisquer preocupações ou remorsos.
Debruçou-se sobre a água com o intuito de matar a sua sede, porém não chegou a concretizar o pretendido, pois ao observar a superfície da água deparou-se com um reflexo que não era o seu, ainda que estivesse turvo e Elai não conseguisse distinguir qualquer cor, conseguia perceber que aquela era a imagem de uma feroz besta cuja descrição, embora não a conseguisse descrever, estava sem dúvida muito longe de coincidir com a sua. Assustado, desviou o olhar para si mesmo e compreendeu que aquela era realmente a sua imagem, e que o lago não o enganara, ele era a besta, tudo tinha o seu tamanho normal, era ele que estava enorme. Ao tentar gritar apercebeu-se que os sons que emitia eram mais parecidos com um rugido, agora percebia o porquê do pânico instalado na cidade.
Enfurecido, Elai começou a destruir as árvores que contemplara momentos antes. Como é que não percebera antes? Sentia-se confuso, sem saber o que fazer. Entrou na floresta sem destino deixando um rasto de destruição á sua passagem.
Penetrou na densa vegetação e instalou-se no coração da floresta, assim como uma flecha perfura na carne para se instalar no coração humano. O lugar era negro, e as árvores mais altas que as anteriores, e com uma maior carga de folhas que poucos raios de sol podiam penetrar.
Sentia-se só e sem rumo, não sabia para onde ir ou o que fazer, fechou os olhos por um instante como que para meditar e, no momento em que os abriu, as árvores em seu redor emanavam uma estranha luz vermelha enquanto dançavam. Sentiu-se confuso por um momento mas logo se apercebeu que se tratava de fogo, a floresta estava a arder, sentiu o chão sumir-se debaixo dos seus pés, e de repente, o vazio, todo desaparecera, o fogo, a floresta, tudo.
Estava escuro e, no silêncio arrebatador do local, Elai não ouvia mais que a sua respiração ofegante, não sentia mais que o medo... transpirava... o suor passeava-lhe pelo corpo provocando-lhe incómodos arrepios... «EU QUERO MORRER, EU VOU ENLOQUECER»
«Morrerás! Mas não sem antes sofrer pelos teus crimes» uma voz calma e altiva surgira do nada, deixando Elai ainda mais apavorado, sobretudo pelas palavras proferidas.
A misteriosa voz desapareceu dando lugar ao que parecia ser um lamento de uma inteira multidão, um choro arrepiante...
«Este é o choro das tuas vítimas... de todas elas» a vós voltara «sente agora a dor do arrependimento», Elai não imaginara qual seria o “castigo” pelos seus crimes, mas nunca imaginara que fosse tão cruel... Sentia a dor do remorso, dezenas de choros e lamentos de homens, mulheres e até crianças dançavam por entre os seus ouvidos, as lágrimas corriam-lhe rosto a baixo, e a morte parecia ser a única solução.
Ao fechar os olhos sentiu as mãos de suas vítimas que o agarravam e puxavam para baixo afundando-o num fétido mar de cadáveres, porém não lutou, deixou-se ir; por entre choros e lamúrias... aceitou o seu “castigo”.
Contudo, contrariamente ao que Elai pensara, não havia morrido, sentia as mãos a soltá-lo, ouvia cada vez menos lamurias, e o cheiro a morte era substituído por uma agradável maresia .Por fim apenas uma mão lhe tocava e uma última voz doce lhe sussurrava... «acorda dorminhoco».
Elai st

3 Comments:
hellaaaa.. tens jeito pa coisaaa ..enfim.. como fazes anos.. desejo-te os parabens e mtas felicidades da minha parte ! =D (^) gostei do q escreves-te : ta fofo ^^ =P
enfim.. beijinhos *******
diverte-te e aproveita bem agora os 18 aninhoss!!! =D
isso e do teu livro???? mt fix... xabes k te adoro e ficaras sempre num bokado dakilo a k tu xamas pedra(coraçao) sabes bem dixo.... bjocas
esta sem duvida demais^!
lindo! nao sei mas nao desperdices nunca o jeito que tens...
A serio 'sobrinho' o que escreves por vezes toca a qualquer pessoa, por mais escondido que se encontre o seu coraçao!
bjnhzzz ********* ^.^
Post a Comment
Subscribe to Post Comments [Atom]
<< Home